O Presépio Tradicional Português

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“O que vais pedir ao Menino este ano?” –  Perguntavam os antigos, uma expressão que provavelmente é desconhecida à maioria das crianças, pois o Pai Natal e a Popota assumiram um lugar mais central na vivência da geração do séc.XXI.

Enquanto o Natal  está a tornar-se cada vez mais um estímulo para esvaziar as carteiras de ávidos consumidores, ainda existem tradições que se perduram no turbilhão das mudanças constantes – sonhos e rabanetes, a reunião familiar na Consoada e claro, o Natal nunca estará completo sem o presépio.

No caso concreto de Portugal, o presépio teve uma evolução singular, pois está directamente ligada aos costumes populares. Viveu o seu auge durante os séculos XVII e XVIII, quando a Igreja Católica visava  impressionar as massas populares com a beleza das artes plásticas.

Foi então que nasceu o “Presépio Tradicional Português”, formado pelo o moleiro e o moinho, a lavadeira e o padeiro, bailarinos a dançar ao som de um rancho folclórico, uma mulher com um cântaro na cabeça, os bêbados a cantar e a tropeçar ao sair da taverna, uma família a fazer a matança do porco, as crianças a brincar, o pastor a empurrar a mula, o cão a ladrar, o cavaleiro romântico a oferecer uma flor à sua amada.

No meio da multitude de personagens da vivência quotidiana Portuguesa, encontra-se quase escondida, a Sagrada Família rodeada de anjos e pastores. No final de contas, o Presépio Tradicional Português era um pretexto para retratar a sociedade setecentista e oitocentista.

E então? Que vais pedir ao Menino Jesus este ano?

“What are you asking Child Jesus this year?” it would be said in the old days, an expression that is probably unknown to most children nowadays, for Santa  took a more central place in the daily lives of the 21st century generation.

As Christmas is becoming more and more an incitement to empty the wallets of avid consumers, there are still some traditions that linger in the maelstrom of constant changes – Christmas Desserts, te family reunion at Christmas Eve and of course, Christmas will never be complete without the Christmas crib.

In the specific case of Portugal, the crib had a unique evolution, since it is directly linked to popular customs. It lived its peak during the seventeenth and eighteenth centuries, when the Catholic Church sought to impress the popular masses with the beauty of arts.

It was then that the “Traditional Portuguese Crib” was born. It was formed by the miller and the mill, the washerwoman and the baker, people dancing at the sound of folk music, a woman carrying a pitcher on her head, the drunkars singing and stumbling while exiting the tavern, a family killing a pig, children playing, a shepherd pushing the mule, the barking dog, a romantic knight offering a flower to his beloved.

In the midst of the multitude of characters belonging to the Portuguese daily life, there we find them almost hidden, the Holy Family surrounded by angels and shepherds! At the end of the day, the Portuguese Traditional Crib was a pretext to portray the seventeenth and eighteenth century society.

So, what are you going to ask Baby Jesus this year?

 

 

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