Guterres na ONU

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Quando António Manuel de Oliveira Guterres, nascido em Liboa a 30 de Abril de 1949, estudou Engenharia Electrotécnica no Instituto Superior Técnico, provavelmente nunca imaginou um dia tomar posse do cargo máximo da ONU.

Durante o seu percurso académico, ainda numa era prévia à revolução dos cravos, o jovem Guterres mostrou interesse na política, fazendo parte do Grupo da Luz, que se dedicava à acção social. Em 1973 aderiu ao Partido Socialista, exercendo várias funções até chegar ao auge da sua carreira política em Portugal –  entre 1995 e 2002 Guterres exerceu o cargo de primeiro-ministro.

Seria apenas em 2005 que Guteres finalmente rumava para a área com a qual se sentia mais vocacionado e tomou o cargo de alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Este órgão pertencente às Nações Unidas tem como missão o apoio e proteção de refugiados em todo o mundo, com a contínua procura de soluções duráveis como a repatriação voluntária, a integração local e o reassentamento num terceiro país.

Hoje, a 12 de Dezembro 2016, António Guterres torna-se oficialmente o 9º secretário-geral da ONU. Durante o seu discurso, após o seu juramento, alertou para complexidade dos conflitos mundiais, a pobreza extrema e as constantes violações dos direitos humanos. Explicou como o nosso mundo vive um complexo paradoxo. É mesmo progresso tecnológico e crescimento económico que contribui para a melhoria da nossa qualidade de vida, que também conduz ao desemprego, às migrações geradas pela miséria e à crescente instabilidade generaliza, a qual é fruto da falta de recursos, da diminuição da liberdade de expressão e dos conflitos armados e terroristas.

Guterres discursou o seguinte:

«Ao mesmo tempo, nos últimos 20 anos, assistimos a um progresso tecnológico tremendo. A economia global está a crescer, os indicadores básicos revelam que a proporção de pessoas que vive abaixo do limiar da pobreza tem escalado dramaticamente, mas a globalização e o progresso tecnológico também têm contribuído para acentuar essas desigualdades. Há muita gente que foi deixada para trás»

As suas 3 prioridades estratégicas são o trabalho pela paz, o apoio ao desenvolvimento sustentável  e a gestão interna da ONU, mas também apela pela igualdade dos géneros na sociedade e trabalho, tal como a participação activa de jovens nos assuntos da ONU

«A minha contribuição na ONU será para recuperarmos essa confiança para melhor servirmos a humanidade», terminou o novo secretário-geral das Nações Unidas o seu discurso em diversas línguas.

Já comparado com o ganês Kofi Annan, o mundo aguarda com expectativa pelo dia 1 de janeiro de 2017, data em que António Guterres começa a trabalhar na secretaria-geral das Nações Unidas.

Numa altura em que o mundo está a sofrer grandes alterações, os olhos estão postos neste Português.

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When António Manuel de Oliveira Guterres, born in Libon on April 30, 1949; was studying Electrical Engineering at the Instituto Superior Técnico, he probably never imagined he would take, one day, possession of the UN’s top job.

During his academic career, still in an era prior to the carnation revolution, the young Guterres showed interest in politics. He belonged to the Grupo da Luz (Light Group), which was dedicated to social work. In 1973 he joined the Socialist Party, where he exercised various functions until he reached the peak of his political career in Portugal – between 1995 and 2002 Guterres served as prime minister.

It was only in 2005 that Guteres finally made his way to the area where he felt mostly called for and took the post of United Nations High Commissioner for Refugees. This United Nations body has as its mission to support and protect refugees around the world, with the continuing search for durable solutions such as voluntary repatriation, local integration and resettlement in a third country.

Today, on 12 December 2016, António Guterres officially becomes the 9th Secretary-General of the UN. During his speech, after his oath, he alerted for the complexity of world conflicts, extreme poverty, and constant violations of human rights. He explained how our world lives a complex paradox. It is the same technological progress and economic growth improves our quality of life, that also leads to unemployment, migrations generated by misery and increasing general instability, which is the result of a lack of resources, a reduction of freedom of expression and armed and terrorist conflicts.

Guterres addressed the following:

«At the same time, in the last 20 years, we have witnessed tremendous technological progress. The global economy is growing, basic indicators show that the proportion of people living below the poverty line has escalated dramatically, but globalization and technological progress have also contributed to these inequalities. There are a lot of people left behind »

His 3 strategic priorities are peace work, support for sustainable development and internal management of the UN, but he also calls for gender equality in society and work, as well as the active participation of young people in UN affairs.

My contribution to the UN will be to restore this confidence to better serve humanity», the new Secretary-General of the United Nations concluded in his speech, which was spoken in several languages.

Already compared to the Ghanaian Kofi Annan, the world waits expectantly for January 1, 2017, the date on which António Guterres starts working for the UN Secretary General.

At a time when the world is undergoing major changes, the eyes are set on this Portuguese.

 

 

 

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