Calçada Portuguesa

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Por todo o Portugal,  desde da maior cidade até às mais pequena aldeia, caminhamos tanto em passeios como em amplas praças sobre a Calçada Portuguesa.

wp_20150913_003Pode-se dizer que a calçada é uma arte funcional, pois exige um conhecimento específico que apenas o calceteiro possui. Ele pega num cubo de calcário ou basalto e vai partindo-a, artesanalmente, rigorosamente e pacientemente até ter o tamanho e a forma desejado para depois a encaixar num verdadeiro puzzle.                                                                                                                                                                                             As pedras brancas e pretas criam padrões, cuja função é puramente decorativa. No entanto as imagens remetem frequentemente ao imaginário Português invocando muitas vezes o outrora passado glorioso dos Descobrimentos. É assim que reconhecemos caravelas, sereias, conchas, ondas e outros motivos na calçada. E ainda se admiram muitos que os Portugueses olham muito para o chão…

A tradição da Calçada Portuguesa tem as suas raízes no séc XVI, quando o rei D.Manuel teve a brilhante ideia de festejar os seus anos com um exuberante e excêntrico cortejo pelas ruas de Lisboa, em que incluía um pesadíssimo elefante. A ideia de criar um pavimento de pedra  foi portanto a solução para suportar o peso do mastodonte.

No entanto, a prática da Calçada Portuguesa só foi introduzida no séc. XIX. A iniciativa foi do Tenente General Eusébio Cândido Pinheiro Furtado, que se lembrou de usar prisioneiros do Castelo de S. Jorge como mão-obra barata (os chamados “guilhetas”) para criar um tapete de pequenas pedras num padrão ziguezague, nos arredores da fortaleza (1840 e 1846). E foi assim que, mais ou menos sem querer, o Tenente Furtado introduziu uma moda usada a nível nacional e (na altura) colonial.

 Throughout Portugal, from the largest city to the smallest village, when we walk on sidewalks or on wide squares, we walk on the Portuguese Cobbelstone (Calçada Portuguesa).

calcada-geometricaWe could say that the cobbelstone is a functional art, because it requires a specific knowledge that only the paver (calceteiro) owns. He picks up a cube of limestone or basalt and breaks it, by hand, rigorously and patiently until it has the desired size and shape so it can fit into a real puzzle.                                                                                                    The white and black stones create patterns, whose function is purely decorative. Nevertheless, the images often refer to the Portuguese imaginary, invoking often the once glorious past of the Discoveries.We can recognize caravels, mermaids, shells, waves and other motifs on the pavements. And many people still wonder why the Portuguese stare a lot at the floor …

The tradition of the Portuguese Cobbelstone has its origins in the 16th century, when King D. Manuel had the brilliant idea of celebrating his birthday with an exuberant and eccentric procession through the streets of Lisbon, which included an immense elephant. The idea of creating a stone pavement was therefore the solution to support the weight of the mastodon.


However, the practice of the Portuguese Cobbelstone was only introduced in the 19th century. The initiative was implemented by Lieutenant General Eusébio Cândido Pinheiro Furtado, who used prisoners from the Saint George Castle (Lisbon)  as cheap labor (the so-called “guilhetas”) to create a carpet of small stones in a zigzag pattern on the outskirts of the fortress (1840 to 1846). And so, more or less unintentionally, Lieutenant Furtado introduced a fashion used at a national and (at that time) colonial level.

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